Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Aula do dia 11/03/2013

Foi horrível, decepcionante, péssimo. Minha apresentação foi terrível! Eu nunca mais quero fazer isso na minha vida. Eu estraguei tudo. Sou péssima. Foi o pior seminário da minha vida. Todos me olhando e sem me entender. Acho que às vezes eu viajo muito nos meus pensamentos que algumas pessoas ainda não conseguem compreender e o pior, eu não consigo explicar academicamente de uma forma que se possa compreender, só quando escrevo mesmo em forma de poesia, de forma mais livre.  

A aula depois disso foi um desastre. Eu errei praticamente tudo. Na verdade a professora Wlad ficou muito chateada porque eu não segui o roteiro que ela pediu para todos da turma seguirem. E até agora eu nem sei o porquê que eu não segui.

Ela falou muito da minha apresentação e da minha pesquisa. Disse que eu ainda não tenho um objeto, e esse também é um grande problema. Ficamos ali quase uma hora. Chorei. Chorei não pelas palavras, mas por ter percebido que eu estava perdida. E a sensação de está perdida é umas das piores. É desesperante.

Sai dali muito triste e magoada. Queria morrer. Largar o teatro para sempre. Mas os meus amigos, oh, meus amigos! Eles me deram força para continuar.

Uma amiga minha disse que talvez o problema de eu ainda não ter achado meu objeto poderia ser pelo fato do lugar. Talvez eu não tenha nenhum objeto, ou talvez eu, no fundo, não queira pesquisar algo naquele lugar. Pelo menos não agora, apesar de eu continuar no projeto por motivos que me fazem continuar la. Gosto do teatro que faço no hospital, mas no momento não é sobre isso que eu quero pesquisar. Foi quando pensei profundamente no que eu verdadeiramente sou. Descobri que sou uma caixa fechada. Às vezes me abro magnificamente, mas sou muito intimista. Talvez eu seja isso, um paradoxo. 

Eu estava em casa pensando quando vi uma antiga caixa de sapato. Aquela caixa de sapato onde guardei durante algum tempo, segredos. De repente senti vontade de falar sobre algo que veio até mim na época em que eu estava na UNIPOP: as caixas do professor Aníbal. Ao entrar na Escola de Teatro e Dança da UFPA lembro que a primeira coisa que fiz foi olhar pelos espaços para vê se eu encontrava aquele professor que carregava um teatro nas mãos.

Acho que é isso. Vou falar sobre o Teatro de Miniatura em Caixas.

Sabe aquela sensação de verdadeira descoberta? Aquela sensação de mergulhar num abismo desconhecido que já habita dentro de nós? É um pular para dentro de si. 

Read Full Post »

Aula do dia: 18/02/2013

Hoje foi só o professor Alberto na aula com seus slides. O Maycon começou a ler o referencial teórico dele. Ele mostra que já está bastante adiantado na pesquisa em relação a muitos outros e principalmente a mim. Digo isso porque parei. Parei mesmo de escrever porque já pensei em outra coisa na pesquisa.

Falei sobre minha pesquisa e o professor Alberto foi comentando alguns pontos e eu escrevendo seus apontamentos para refletir depois.

Percebi que para alguns temas não foi dado o devido aprofundamento. Não sei o por que.

Read Full Post »

Aula do dia: 4/02/2013

Começou com a apresentação da pesquisa do prof. Alberto silva

A partir da apresentação da pesquisa do professor Alberto, eu me perguntei: Qual a historia do paciente do hospital? O que representa ouvir as historias dos pacientes?  O que representa para eles me contarem as historias?

Wlad apresenta PowerPoint sobre conceito de pesquisa: Problema da pesquisa não é uma resposta definitiva, mas processual, é processo. Objetivo geral e objetivos específicos. Desenvolvimento – referencial teórico

Pensei nas seguintes pesquisas: Pesquisa exploratória, de campo, observação participante.  Estou muito feliz e empolgada, parece que consegui me encontrar na pesquisa.   

Percebi que precisava ler mais sobre Metodologia. Então fui atrás de Ana Maria Canzonieri e  Maria Cecília de Souza Minayo. 

Read Full Post »

Aparência

Aula do dia: 28/01/2013

Comecei acreditando que essa aula seria tranquila. Na verdade eu estava certa. Foi tranquila. Apresentamos os casais da monografia. Ficamos eu e Priscila, pois nossa pesquisa encontra-se no ambiente hospitalar.  Nessa dinâmica pude conhecer um pouco mais do projeto da Priscila e descobri que ela também se encontra com dificuldade parecidas com as que eu tenho. Não temos um objeto definido e nem sabemos do que falar. Só sabemos que o lugar é o hospital e que os sujeitos são os pacientes. Nosso objeto pode está na nossa cara, mas existem procedimentos mais complexos dentro da pesquisa. Nós realmente ainda não encontramos nosso objeto.

Descobrimos que Augusto Boal é um referencial teórico para nós.

Read Full Post »

Sem justificativa

Aula do dia: 21/01/2013

A pobreza é a grande riqueza. Tudo neste teatro está no ator. (Fala de Wlad sobre o Teatro Pobre)

O pesquisador não parte do zero, ele começa quando está contaminado.

Alguns alunos falaram um pouco do seu pré-projeto (objetivo geral, específicos, justificativa, hipoteses…), sobre o cenário da pesquisa. O papel do teatro como construtor de autonomia para o estudo proposto.

Nos foi explicado a justificativa: implicação a colocar / quantidade de pesquisa na área (inexistência ou quantidade de existência / para crescer, a comunidade cresce, (comunidade de pesquisadores-colaboradores) / dizer coisas a favor do objeto / Relevância do objeto para a academia

Não pensei em justificativa, por mais que eu já tenha estabelecido pesquisar o projeto de extensão Teatro Com-Vida da Universidade Federal do Pará coordenado pela professora Patrícia Pinheiro.

Por quê?

Não sei. Eu gostaria de pesquisar algo nessa área, tanto porque eu participo do projeto. Mas algo dentro de mim não está satisfeito, e não é aquele “não-satisfeito” bom, que te faz ir atrás de melhoras, que te incentiva e tal… Mas aquele não satisfeito de não querer, as vezes, pesquisar ou continuar pesquisando.

Read Full Post »

As Flores

Aula do dia 14/01/2013

Hoje assistimos o curta-metragem Ilha das Flores de Jorge Furtado. O curta mostra uma linguagem cientifica, respostas racionais, um conceito comum a tudo. Algo que, no filme de pequena duração, nos faz pensar, algumas vezes de forma cômica, esses conceitos frios que damos para algumas coisas. Ilha das flores não surge de repente, mas é uma trajetória que nos leva até lá. Uma trajetória que inclui tomates, perfumes, flores…

 

Elemento de metodologia utilizado no filme foi sendo abordado na nossa aula como possibilidade para nossa pesquisa. Depois voltamos para o assunto do pré-projeto. Sobre as idas e vindas no texto, sobre o que realmente estou querendo falar. O TCC é um relato de uma pesquisa. Comunica o trajeto dela. Os objetivos são complexos, por isso tem-se que saber o grau de complexidade deles. Como representar esses objetos? Devem está pendurados com a gente no caminho da pesquisa. E precisamos saber qual a relação das pessoas com a nossa pesquisa. Nossa escrita pode ser densa, mas também pode ser suave, seu peso pode ser leve. Identificamos ai a poética da pesquisa. Que teóricos me acompanharão na pesquisa? Buscar coisas que alimentem mas tomar cuidado para não se afastar do objetivo.

Read Full Post »

Andei um pouco distante, eu sei. É que não sou forte como as rochas. Sou uma nuvem… uma leve e flutuante nuvem branca que as vezes fica nublada, carregada precisando se dissipar pela atmosfera do mundo. Às vezes preciso chover para ficar calada. Ando chovendo muito ultimamente, por isso atrasei o diário da disciplina. O sol ainda não surgiu me resplandecendo, hoje ainda é um dia de lagrimas, de dor, mas algo toca no meu coração dizendo que vale a pena escrever pelo que há de bom na palavra. Hoje eu tenho fé nas coisas tênues, tenho fé em mim mesma. Talvez apenas hoje, um dia daqueles que ficam na memória infinita, um dia inesquecível, aquele dia onde existe escuridão para todo lado e, um pequeno ponto de luz no cantinho, é que faz a maior diferença.

No começo, quando não temos nenhuma ideia sobre a monografia, essa aula de Metodologia de Pesquisa em Arte é assustadora, entretanto, também é reveladora. É esse detalhe que nos faz continuar. Dependendo de cada um, o processo de revelação pode ser espontâneo ou forçado, pode ser lento ou rápido, mas no fim, algo se revela a você e você se revela a algo. Nos encontramos no universo das monografias para, quando estivermos dentro, nos perdermos novamente. Existe vida nisso e das mais contraditórias. As vezes precisamos cair bem feio no chão para levantarmos de verdade e, pra entrarmos na monografia, precisamos nos encontrar com ela sabendo que enlouqueceremos depois. Se perder na monografia não é tão ruim, tem coisas que só são encontradas quando nós mesmos nos perdemos, todavia, é sempre bom mantermos o controle com um toque de aventura, nos arriscando quando precisar e saber onde estamos ou onde podemos estar. São tantas ideias, ou nenhuma ideia, são varias outras coisas ou nada. Tem dias que a pesquisa não se desenvolve e tem outros dias que ela anda como uma criança anda feliz de bicicleta pelo parque no domingo a tarde. Ficar tranquilo é uma otima ideia, mas se estressar de vez em quando é bom, para a tranquilidade vir naturalmente – contradição.

Os professores veem nos esclarecendo muitas duvidas. A professora Wlad dinamiza as aulas nos fazendo escrever sobre nossa monografia, seja uma palavra, idéia, um verbo, um texto, etc. Nos pediu também para criarmos uma pizza e recortarmos alguns pedaços colocando dentro os assuntos da contextualização (o que está fora, ao redor, onde está inserido, tudo o que cerca o objeto de pesquisa), e da delimitação (o que está dentro do objeto de pesquisa). Abaixo mostro as imagems das minhas duas pizzas.

Imagem

 

 Imagem

Claro que tem coisas ai que ja penso em mudar. É quase sempre é assim: será que da pra mudar aquilo ali? Isso aqui? Posso por mais isso? Devo dar limites? Onde? Posso? Devo pesquisar, ler…

Bem, isso que mostra a imagem é o que desejo pesquisar na minha monografia, ainda não sei direito como farei, porém é isso. Minha revelação está sendo lenta, mas ja contém aqui muito da minha vida. Meu teatro é vida, contar histórias, a dramaturgia. A escrita me trouxe a ela própria. Pelo que há de bom na palavra.

Read Full Post »

Older Posts »