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Hoje iniciamos com a associação de temas. Cada um escrevia no quadro um possível tema de seu tcc, ou algo que dissesse um pouco do que se tratava.

Alguns escreviam no quadro do mesmo jeito como as faíscas que se libertam do fogo se jogando ao vento sabendo que serão levadas por ele e apagadas, viverão livres por alguns segundo, mas viverão. Elas tem a certeza do pequeno tempo de vida que terão longe do fogo, ainda assim possuem a coragem de viver.

Por outro lado, ali estava eu, uma luz frágil e desolada tentando crescer em meio a tanta escuridão. Não ter ideia me deixa vaga, ter muitas ideias me deixa cheia e transbordante. Eu só falto chorar pra vê se eu seco por dentro, porque ter milhares de ideias pode ser tão apavorante quanto não ter nenhuma.

Depois a professora Wlad pediu para fazermos o que mostra a imagem abaixo:

 Imagem

É um exercício para dizermos o objeto, objetivo e problema do Trabalho de Conclusão de Curso. Isso me ajudou bastante. Eu enfim escrevi um tema no quadro que poderia ser meu TCC, fiquei feliz, pois acreditei ter achado meu caminho, mas algo palpitava no meu coração e, na verdade, isso não é o que quero falar, ainda não cheguei lá.

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Iniciamos no dia 26 de novembro de 2012 a aula da disciplina Metodologia de Pesquisa em Arte indo até 06 de abril de 2013, portanto, serão 68 horas em  sala de aula distribuídas em 17 encontros organizados em 17 semanas. Nossos professores são Wlad Lima, Alberto Silva e Inês Ribeiro. Nos foi apresentado o plano de aula onde contextualizamos a ementa da disciplina: estudo de teorias e métodos de pesquisa que instiguem o artista-pesquisador do Teatro a investigar temas específicos dos estudos teatrais e/ou cênicos, produzindo trabalhos científicos. Diário de bordo/diário de pesquisa – território virtual.

Cópia de Favim.com-22614

  “Se cada palavra vier da mente ou do coração, então sua escrita será uma longa jornada. É algo maravilhoso.” (Tainá Lima)

 

 

Aguardei esta aula como algo que eu já havia visto. Mas estrelas me cortaram os olhos como o sal em feridas. Fui surpreendida pela realidade irreversível. Tentei afugentar o medo com um sorriso, porém a lua e somente a lua refletiu meu interior falido. Naquela noite me senti perdida como a folha que se desprende de sua árvore e, levada pelo vento, ela ainda não sabe onde irá parar.

A professora Wlad foi perguntando a temática do trabalho de cada um, mas eu, oh!, não sei mesmo o que falar no meu Trabalho de Conclusão de Curso. A professora nos aconselhou a dissertar sobre algo que temos afinidade, a escolher um tema, montar o pré-projeto e pensar num possível orientador.

Isso nunca foi simples nem em teoria. É sempre ou se torna um pedaço de nossa vida e um pedaço de nossa vida agregada ao TCC, é grande. O TCC é abrangente até sendo específico e ainda me amedronta ao caber na minha mão, quando, por alguns instantes, consigo me encontrar em meio a tantos pensamentos sobre ele. Mas se mesmo perdida ainda espero, é porque secretamente escrevo pedaços de vida depositando todas as minhas esperanças na tentativa de sobreviver em uma vida acadêmica.

Hello world!

“Todo sonho me parece gigantesco, e toda possibilidade de sonhar que uma espantalha pode ter, é maior ainda.

Um sonho de ser uma rosa de branco puro. Assim a espantalha quebraria concretos.”

(Tainá Lima – A espantalha)